A defesa do meio ambiente é uma das principais preocupações da comunidade de Coromandel, principalmente pelo fato de haver no município algumas atividades que exploram os seus recursos naturais, como a extração de barro para indústria ceramista e os garimpos.
Foto nº. 14 - Área de Garimpo

Além destas atividades já citadas, agregam-se outras decorrentes da vocação agrícola do município que merecem destaque por estarem causando danos à natureza e gerando preocupações à população. A irrigação das lavouras de café e soja é uma delas, principalmente porque o meio mais utilizado é o "canhão" , que desperdiça muita água, pois lança a água em lugares desnecessários, e ainda uma grande parte evapora antes de atingir a planta. Isto tem provocado conforme comentários de técnicos e dos próprios produtores, uma diminuição do volume de água no lençol freático e até mesmos dos rios e ribeirões.
O próprio córrego dos Buritis que abastece o município de água já diminui consideravelmente o seu volume de água quando comparados há 5 anos atrás.
A utilização de agrotóxicos também preocupa algumas entidades da cidade pois muitas plantações estão bem próximas ao perímetro urbano, causando danos ao solo e ao meio ambiente como um todo, já que o vento e a chuva se encarrega de levar agrotóxicos para outros lugares.
Observa-se também a questão do esgotamento sanitário que é lançado no córrego Coromandel sem o devido tratamento, poluindo, matando os peixes e causando mau-cheiro na cidade , pois o córrego atravessa boa parte do perímetro urbano.
Além disso, cabe ressalar a situação do lixo que é jogado a céu aberto, também sem nenhum tratamento especial, inclusive não havendo diferenciação para o lixo hospitalar.
Diante deste quadro já foram desencadeadas algumas ações em defesa do meio-ambiente evitando, a sua degradação progressiva e a diminuição da qualidade de vida do cidadão de Coromandel.
O Ministério Público, à cerca de 5 anos atrás, promoveu juntamente com o IBAMA, uma fiscalização nas atividades de garimpo e extração de barro. Muitas irregularidades foram detectadas, dentre elas a lavagem do cascalho do garimpo nos leitos dos rios, cujas consequências imediatas são o assoreamento e desmatamento das matas ciliares.
O Ministério Público efetuou reuniões com integrantes de toda sociedade em quatro etapas para juntos tomarem algumas providências para a defesa do meio ambiente. Dentre elas cabe ressaltar o pacto firmado para legalização dos garimpos e extração disciplinada de todo tipo de minério, barro, racionalização da irrigação do café, etc.
Esse pacto estabelece algumas regras mínimas de conduta, quais sejam:
Algumas outras metas foram estabelecidas, como por exemplo a criação do Código Municipal de Defesa do Meio Ambiente; reestruração do Conselho de Defesa do Meio Ambiente; Criação da Cooperativa dos Garimpeiros; ajustamento de conduta, estipulando multas no caso de descumprimento do pacto.
Trabalho que merece destaque no município é o desempenhado pela AARPAA (Associação dos Amigos do Rio Paranaíba e Afluentes). Além do trabalho de conscientização de toda comunidade sobre a importância do meio ambiente, os seus 11 integrantes realizam um trabalho "in locu, verificando qualquer atividade irregular ao longo do rio Paranaíba e nos seus afluentes.
Foto nº. 15 - Rio Paranaiba

Além disso a associação desenvolve projetos de grande importância, como o peixamento que visa repovoar o rio Paranaíba de peixes. No ano de 1998, foram soltos no rio cerca de 250.000 alevinos e o alvo até o ano 2000, é chegar a 1.000.000.
A AARPAA ainda efetua o plantio de árvores, principalmente nas margens dos córregos, rios e ribeirões. Já foram plantadas várias mudas doadas principalmente pelo IEF e pela CEMIG.
Um dos alvos da associação é coibir a extração do barro cerâmico no município. Para isso entrou com uma ação judicial impetrada pelo Ministério Público. No entanto, a sentença em primeiro instância não lhes foi favorável.
Além disso a associação ainda verifica se a lavagem de cascalho está sendo efetuado fora do leito do Rio Douradinho.
Uma das principais reclamações, quanto ao meio ambiente, conforme os entrevistados, sáo os buracos deixados pelas cerâmicas que ao serem solicitadas que recupere a área utilizada, alegam que ainda não esgotaram a jazida. No entanto, conforme relatos, elas simplesmente transferem para outra jazida, deixando a anterior ainda com capacidade de exploração a "posteriori.
Conforme pesquisa na comarca local existem cerca de 20 ações judiciais contra os ceramistas de Monte Carmelo, que são os principais exploradores.